Antes de mais nada, gostaria de destacar que falo aqui da minha área de conhecimento, informática e tecnologia, para outras áreas outros autores podem analisar e dizer se o que digo aqui se aplica.
Nesse texto quero falar sobre os títulos que se recebe ao estudar. Títulos como Bacharel ou Mestre. Provavelmente alguém já falou o que estou prester a dizer, mas por desconhecê-lo ou não lembrá-lo, vou falar tudo denovo.
Já é do conhecimento, em especial dos portadores destes títulos, que estes títulos não significam nada. Uma pessoa estuda durante o tempo necessário, decora o que é necessário para passar nos exames, e recebe o título como se tivesse efetivamente aprendido o conteúdo do curso. Vamos chamar este “profissional” de profissional GoHorse¹.
Mas as empresas precisam de um parâmetro para contratar um profissional, e estes títulos muitas vezes parecem ser o único parâmetro existente. Claro, muitas empresas já perceberam a enganação que são estes títulos, e aplicam seus próprios testes, ou avaliam o indivíduo em uma conversa (entrevista).
Entretanto, em algumas empresas, notávelmente no corpo docente de uma instituição de ensino, é obrigatório um número mínimo de graduados. Por que? É possível, até provável, que um profissional que ame a matéria de cálculo e não tenha graduação tenha mais conhecimento da matéria que um graduado GoHorse. Claro, uma empresa poderá argumentar que o objetivo não é contratar graduados GoHorse, e sim os profissionais de qualidade, mas por que então excluir os não graduados como se fosse impossível eles saberem mais que os graduados?
Note que sou graduado, e tenho colegas graduados, e tenho, portanto, os parâmetros para afirmar que muitos não graduados sabem mais que muitos graduados.
Espero, com esse texto, ajudar a chegarmos ao fim do preconceito contra os não graduados em benefício de graduados GoHorse.
[1] - http://flashlicious.com.br/extreme-go-horse-process-xgh/